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Atuação do Pedagogo em espaços não escolares

PEDAGOGIA HOSPITALAR

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PEDAGOGIA EMPRESARIAL:
PEDAGOGIA HOSPITALAR
EDUCAÇÃO AMBIENTAL

A EDUCAÇÃO EM AMBIENTE HOSPITALAR

Com a expansão da pedagogia no mercado de trabalho, surgiram novos caminhos na área empresarial, hospitalar, de recursos humanos, no ambiente escolar e em outros ainda a se desvendar. Com o surgimento destas novas vertentes da pedagogia, podemos considerar que a área hospitalar está em grande desenvolvimento por estar trabalhando e caminhando lado a lado com a escola. Surge assim um grande campo de atuação para o pedagogo junto com as equipes de saúde, criando um desafio para os cursos de Pedagogia, de preparar um profissional capaz de suprir as necessidades da formação continuada e do desenvolvimento de novas habilidades para corresponder à demanda do mercado de trabalho. Com isso fica claro que para a(o) criança/jovem que necessita de uma internação hospitalar também seria ideal uma especial atenção as suas necessidades psíquicas e cognitivas e, neste tempo, a mesma receba a referência de socialização. Desta maneira, a pedagogia hospitalar representa uma nova vertente para a educação que visa dar subsídios educacionais pedagógicos ao enfermo para assegurá-lo de uma boa recuperação, pois uma(um) criança/jovem que recebe carinho, calor humano, atenção e afeto pode vir a se recuperar mais rápido.

A Pedagogia Hospitalar, essa nova modalidade de atuação do pedagogo, nos põe à prova de um trabalho que aos poucos está criando raízes e muito ainda se tem a fazer. O importante é buscar alternativas para se desenvolver propostas nas instituições em que os discentes do curso de Pedagogia fiquem sensibilizados e desenvolvam projetos e pesquisas que venham a beneficiar e aliviar o sofrimento dessas(es) crianças/jovens, dando-lhes oportunidade para que não percam esse seguimento tão importante da educação em suas vidas. Assim, as(os) crianças/jovens hospitalizadas(os) continuarão com perspectivas, sem perder o contato com os livros, os cadernos, as brincadeiras, a afetividade e, o mais importante, mantendo o contato familiar e escolar e sentindo-se integrada à sociedade. Deixando de pensar na doença, eles podem se envolver de tal forma que até se sintam felizes e produtivos. Assim deixam de ser excluídos e despertam para a realidade, buscando forças no seu interior para reagir diante da doença e do lugar em que estão vivendo de forma mais positiva, criando expectativas para um futuro promissor, com muitas esperanças de cura e da volta ao convívio familiar e social. O papel da educação é o de proporcionar essas transformações sociais, levando uma nova alternativa para transformar o ambiente hospitalar de um lugar triste e muitas vezes desconfortante para um local mais descontraído, por meio de projetos lúdicos, pedagógicos e criativos, desenvolvendo habilidades de acordo com as especificidades pertinentes a este contexto, dentro de suas necessidades no tempo em que os mesmos estiverem internados, envolvendo-os também em seu processo escolar. O pedagogo pode contribuir e agir por meio do trabalho pedagógico e se inter-relacionar no ambiente hospitalar num cenário inter/multi/transdisciplinar, procurando conciliar o fato de que lá está a(o) criança/jovem, com necessidades específicas. Assim deve agir de forma que o atendimento seja direcionado a cada um, de acordo com seus momentos e com a função que sua doença exige, estando atento a todo o cenário em que nele interagem multiprofissionais em prol da recuperação de cada enfermo, respeitando estes limites de espaço e, ao mesmo tempo, integrando-se aos mesmos. Não se pode generalizar o dia-a-dia em um hospital, portanto contar histórias, dramatizar, usar fantoches e outras tantas linguagens são comunicações que chamam a(o) criança/jovem para fora da realidade hospitalar, o que pode contribuir para melhorar a qualidade de vida dessas(es) crianças/jovens, pois esse diferencial, com certeza, contribuirá para que a hospitalização possa vir a ser mais amena em sua vida. Segundo Cardoso (1995, p. 48),

Educar significa utilizar práticas pedagógicas que desenvolvam simultaneamente a razão, a sensação, o sentimento, a intuição, que estimulam a integração intercultural e a visão planetária das coisas, em nome da paz e da unidade do mundo. Assim, a educação, além de transmitir e construir o saber sistematizado, assume um sentido terapêutico ao despertar no educando uma nova consciência que transcenda do eu individual para o eu transpessoal.

A(o) criança/jovem, em sua maioria, tem a mãe e a família como refúgio no seu dia-a-dia, e no ambiente hospitalar perde esse elo. Sem esse apoio ao qual estava habituada, cria grande ansiedade e insegurança, o que agrava o seu estado de saúde. Por isso a presença da família é muito importante, em especial a da mãe. A atuação do pedagogo é uma necessidade de contribuição especializada no contexto lúdico-pedagógico. O público-alvo é formado por crianças/jovens enfermas(os). O objetivo do pedagogo é promover inserção, permanência e continuidade do processo educativo, aliviar as possíveis irritabilidades, a desmotivação e o estresse. A comunicação e o diálogo são essenciais, pois desenvolvem a relação de integração. O pedagogo e a equipe inter/multi/transdisciplinar devem promover ocasiões que oportunizem a exteriorização de situações conflituosas do enfermo, integrando saberes em ações integradas. O papel do pedagogo é fazer da práxis sua filosofia de trabalho e seu projeto deve estar carregado de humanismo e fundamentado teoricamente, pautado em pesquisas e planejamentos, porém sem esquecer que cada caso é um caso específico, e este é o desafio, como integrar sua prática em realidades tão iguais, que é cada contexto hospitalar, e tão diferentes quando voltadas a cada enfermo. O papel da educação torna-se importante em face da multiplicidade das demandas e necessidades sociais emergentes.

Ninguém faz nada sozinho, precisamos da ajuda de outras pessoas. Por isso, necessitamos trabalhar em equipe, unindo força e conhecimento. A obtenção do bem-estar pela evolução do processo de cura da(do) criança/jovem de maneira integral torna-se o principal objetivo de todos que ali estão a oferecer seus préstimos. Pensando nisso, foram criados alguns projetos levados à execução com sucesso, como por exemplo: Hospitalização Escolarizada, Sala de Espera, Enquanto o Sono não Vem, Mural Interativo, Inclusão Digital, entre outros. O hospital é um ambiente muito triste e deprimente e estas práticas, como a contação de histórias, em que pessoas tornam-se personagens da história, trazem mais alegria, encanto, brilho, sonhos e fantasia ao olhar, ouvir, pensar e sentir dos enfermos. O ambiente se transforma, ficando mais animador, mais colorido, mais descontraído. A energia desses momentos lúdicos devolve à(ao) criança/jovem a alegria e deixa mais ameno o clima frio e triste do ambiente hospitalar.

Acredita-se que a Pedagogia Hospitalar está avançando e ganhando reconhecimento notório perante a sociedade em geral. O objetivo da Pedagogia Hospitalar, que é orientar, acompanhar e administrar a educação de crianças e jovens que estejam incapacitados de freqüentar a escola por motivo de saúde, é um grande incentivo e tem dado resultados positivos nos hospitais em que esses projetos existem, além de abrir espaço para mais uma possibilidade profissional. Os enfermos que muitas vezes ficam longos períodos internados acabam perdendo o ano escolar porque não podem comparecer às aulas, e aí entra a questão: saúde ou educação? As duas coisas são extremamente importantes na vida de cada individuo e a Pedagogia Hospitalar visa fazer o máximo para que os dois fatores, tanto saúde como educação, possam estar caminhando juntos, lado a lado, quando há internação prolongada. Os pedagogos, dentro dos hospitais, só trazem benefícios para as(os) crianças/jovens, diminuindo a ansiedade dos mesmos e dos familiares e interagindo sempre com eles. Por fim, é necessário que a sociedade, os governantes e as escolas criem projetos diversificados, para atender qualquer tipo de problemas escolares que o indivíduo possa vir a ter, assim a educação abrangeria uma percentagem muito maior de brasileiros.

As intervenções pedagógicas em ambiente hospitalar são fatores importantes na recuperação de crianças/jovens enfermas(os), pois conseguem fazê-los se desligar um pouco de seu problema e passarem a ter uma visão diferente do hospital. Essa nova possibilidade da pedagogia pode promover uma maior aceitação do enfermo ao hospital e com isso pode minimizar a ansiedade que gera a internação. Com este projeto da Pedagogia Hospitalar a recuperação pode vir a ser mais rápida, pois o enfermo se sente inserido em um novo fazer e agir, mesmo que em contexto hospitalar. O profissional que atua na área da Pedagogia Hospitalar vem realizando grandes projetos e tem implantado várias formas que envolvem o processo ensino/aprendizagem, com atuações pedagógicas lúdicas, que são muito importantes para essas crianças/jovens hospitalizados. Esta proposta da Pedagogia Hospitalar levanta parâmetros para um constante estudo e até mesmo bases para desenvolver um bom trabalho em conjunto com o corpo clínico hospitalar e demais envolvidos para, cada vez mais, conhecermos e integrarmos as necessidades e a importância desse trabalho. Um fato importante, também, é o desafio aos cursos de Pedagogia, nos quais mudanças sociais são exigidas constantemente.

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